Afinidade, afetividade, organização: processos de mobilização de black blocs

Victor Alves Fernandes, Yurij Castelfranchi

Resumo


Investigamos neste trabalho os processos de mobilização de black blocs para eventos deprotesto, baseados na realização de entrevistas semiestruturadas com militantes e observaçãoparticipante. Para isso, em primeiro lugar, localizamos os black blocs no campo doautonomismo, chamando atenção para a pluralidade identitária e cultural autonomista.Em segundo lugar, mapeamos as análises sobre processos de mobilização de black blocs,no Brasil e no exterior. Por fim, analisamos o conteúdo de nossas entrevistas, amparando-nos, por um lado, na literatura especializada e, por outro, nos temas emergentes dasnarrativas dos entrevistados e na experiência etnográfica. Nossos resultados convergempara a criação de três tipos inter-relacionados de mobilização de black blocs, orientados(a) pela articulação de grupos de afinidade; (b) pela organização prévia e sistemáticade blocos; e (c) pela formação espontânea de blocos a partir do compartilhamento deestados afetivos e da interação em redes sociais digitais.

Palavras-chave: Black blocs; mobilização; organização.


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