A criatividade como um habitus regionalizado no campo artístico bourdieusiano

Jacques Haruo Fukushigue Jan-Chiba, Letícia Luriko Tadeo, Rafael Borim-de-Souza

Resumo


O campo artístico é delimitado por um discurso que impõe formas de interpretar, consagrar e produzir arte conforme as regras que foram impostas. Essa imposição é questionada, pois não está explícito quem detém o poder de autorizar ou nomear o que é arte. Os produtores de arte estão submissos a um campo de força delimitado por meio de um discurso regionalista do campo artístico. Torna-se necessário um dispositivo na forma de habitus para que a criação artística fora dos limites da região dominante tenha força suficiente de transformação por meio de seu fator de distinção. Esse dispositivo de distinção é a criatividade. Como resposta às censuras impostas à ação criativa por meio de discursos regionalistas dominantes, este artigo foi desenvolvido com o objetivo de defender a criatividade como um habitus do campo artístico. Para tanto, fez-se uso das teorias de Pierre Bourdieu sobre campo (e, mais especificamente, o artístico), poder simbólico, região e habitus. Concluiu-se que a teoria de habitus representa o lado oculto do mercado dos bens artísticos; que as lutas por um espaço no campo artístico são guerrilhas estabelecidas entre os próprios artistas que buscam identidade e liberdade no campo e; que a criatividade como um habitus possui diversos desafios no campo artístico, principalmente quando delimitado por um discurso.

Palavras-chave: arte, criatividade, Bourdieu, campo artístico, poder simbólico, habitus, região.


Texto completo: PDF



ISSN: 2177-6229 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. [atualizado em 25/05/2016]

São Leopoldo, RS. Av. Unisinos, 950. Bairro Cristo Rei, CEP: 93.022 -750. Atendimento Unisinos +55 (51) 3591 1122 - Banner artwork by Z Shinoda.
Projeto gráfico: Jully Rodrigues