Sociologia e gestão ambiental: considerações a partir de uma Reserva Extrativista Marinha

Maria Cristina Alves Maneschy, Tânia Guimarães Ribeiro, Edma Silva Moreira, Fernanda Valli Nummer, Ida Lenir Maria Pena Gonçalves

Resumo


No Brasil, Reserva Extrativista é uma categoria de unidade de conservação de gestão compartilhada entre moradores, usuários, representantes de órgãos públicos e privados e da sociedade civil. Este artigo objetiva compreender como tais atores interagem para construir essa instituição de modo participativo. Aplica os conceitos sociológicos de redes sociais, capital social e cultural, habitus e campo, gestão de recursos comuns e governança interativa na análise da experiência da Reserva Extrativista Marinha Caeté-Taperaçu, no município de Bragança, Pará. A pesquisa de base utilizou uma metodologia qualitativa, incluindo análise documental sobre pesca no litoral amazônico, entrevistas semidiretivas com pescadores locais e observações em reuniões da Associação de Moradores e Usuários da Reserva, no decorrer de 2012. Como resultados, constatou-se que as redes sociais entre usuários, especialmente pescadores, eram incompletas, mais densas no nível local e com poucos elos externos, daí a contradição entre a regulação da pesca nas águas próximas e a desregulação distante. Entretanto, cresce a consciência de cuidados com o meio ambiente no novo território. Os comitês locais, as assembleias e a elaboração conjunta de regras e planos impulsionam o aprendizado interativo, apesar das desigualdades de capitais dos atores envolvidos.

Palavras-chave: cogestão, participação, reserva extrativista.


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