A diferença como política de resistência e de ressignificação da subjetividade feminina em campos de saberes masculinos

Neiva Furlin, Marlene Tamanini

Resumo


Este artigo analisa narrativas de docentes inseridas no contexto do ensino da teologia católica, em um espaço tradicionalmente masculino, estruturado como não inteligível para as mulheres. Objetiva-se evidenciar como as docentes, que atuam no campo do saber teológico, se constituem e se afirmam positivamente como sujeitos femininos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, baseada na interpretação das narrativas de quatorze docentes, inseridas em três instituições católicas, localizadas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Para analisar como as mulheres teólogas se tornam sujeitos em suas posições e em suas estratégias políticas, adotamos os pressupostos teóricos do feminismo e dos estudos de gênero e, especialmente, a noção de diferença sexual de Rosi Braidotti, como um dos campos epistemológicos das teorias feministas. O estudo mostra que as docentes desessencializam os conteúdos da diferença a partir de sua ação situada como estratégia política na produção de uma ética de si. Tal situação denota que a ressignificação da diferença sexual e da subjetividade de gênero, neste contexto, funciona de maneira positiva, ainda que permaneça marcada por uma estrutura simbólica, hierárquica, celibatária e masculina, na qual a diferença, frequentemente, segue sendo acionada como negativa e significada pelas essencializações referidas a competências menores em relação às mulheres.

Palavras-chave: diferença sexual, sujeitos femininos, instituições católicas.


Texto completo: PDF



ISSN: 2177-6229 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. [atualizado em 25/05/2016]

São Leopoldo, RS. Av. Unisinos, 950. Bairro Cristo Rei, CEP: 93.022 -750. Atendimento Unisinos +55 (51) 3591 1122 - Banner artwork by Z Shinoda.
Projeto gráfico: Jully Rodrigues