Expectativas de refugiados na tragédia das fronteiras, a percepção da trajetória e a surdez de direitos

Aloisio Ruscheinsky, Corina Nicoleta Tulbure

Resumo


Os autores argumentam que o campo de refugiados é um espaço excepcional para colocar ordem na tensão das coisas, na dimensão espacial e temporal. Sempre há múltiplas fronteiras nos campos de refugiados, seja entre países, culturas e línguas, seja os cruzamentos para as mercadorias e as pessoas. Paradoxalmente, há uma situação temporária e de permanência ao mesmo tempo. Do ponto de vista metodológico, o caderno de campo e as entrevistas possibilitaram aprender com os sujeitos da pesquisa sobre suas condições de vida, porquanto são atores dentro de condicionamentos nos quais fazem a sua história. O artigo propõe expor a voz dos refugiados, a sua visão e leitura dos percalços na trajetória à Europa. A experiência nos campos de refugiados permite uma análise de um território por meio da dissolução da vida social anterior e da expectativa de novos começos. O que molda o horizonte dos refugiados é alcançar o solo fértil europeu. A sociabilidade é modelada na precariedade e na negação e despolitização da ajuda humanitária. Enfim, paradoxalmente, um espaço onde nada está dado como certo e tudo está contestado.

Palavras-chave: refugiados, Europa, fronteira, antropologia.


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