Jogos, sociabilidade e conflito no Brasil

Édison Gastaldo, Everardo Rocha, Adriana Braga

Resumo


Jogos, competições e brincadeiras são alguns dos mais constantes fenômenos da experiência humana. Segundo a clássica formulação de Johan Huizinga no Homo ludens (de 1938), a própria cultura derivaria seus princípios fundamentais da estrutura elementar do jogo. Para ele, a poesia, o direito, a guerra, a música, a religião e todas as coisas que reputamos dignas de devoção, seriedade e respeito derivam, em algum nível, de antigos jogos e competições sagradas, e conservam suas características elementares. Na teoria social, a participação das pessoas em jogos, competições e brincadeiras normalmente ressalta a dimensão comunicacional e simbólica destes eventos, bem como sua articulação a redes de sociabilidade e interação mais amplas. Entretanto, é preciso notar que situações de jogo possuem grande potencial para a expressão de dramas sociais, na medida em que elas derivam a paixão que despertam da tensão dramática gerada pelos conflitos que representam. Neste artigo, a partir de duas experiências etnográficas, buscamos explorar a dimensão simbólica e interacional da participação cotidiana em jogos na cultura brasileira.

Palavras-chave: jogos, interação social, sociabilidade.


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