As políticas de ações afirmativas no ensino superior sob a ótica dos gestores: o caso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Gregório Durlo Grisa, Bernardo Mattes Caprara

Resumo


O artigo trata das representações sociais dos gestores acadêmicos acerca dos impactos objetivos e simbólicos das políticas de ações afirmativas no ensino superior, tendo como referência a experiência da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Para entender as interpretações desses gestores sobre as ações afirmativas, foram utilizados conceitos como nova institucionalidade e racismo institucional, propostos por Santos e Silvério, respectivamente. Os resultados apontam um frágil acompanhamento da execução dessa política pública; salvo exceções, os gestores não dominam pormenores legais e históricos ligados às cotas e demonstram certo distanciamento no que tange ao compromisso político com seu êxito. Evidencia-se grande variedade de concepções acerca de pautas ligadas às cotas, como racismo e função social da universidade. Uma disputa por hegemonia política se verifica nos espaços de gestão, ao mesmo tempo em que visões de cunho elitista são identificadas. Por fim, nota-se que alguns cargos estratégicos estão ocupados por pessoas que veem legitimidade nas demandas de democratização da universidade e de reconhecimento de determinados grupos sociais.

Palavras-chave: ações afirmativas, representações sociais, racismo.


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ISSN: 2177-6229 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

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