Corporalidade brasileira na fabricação da identidade nacional

Ana Lúcia Castro, Renata Pires Pinto

Resumo


O presente ensaio pretende discutir a maneira como um ideal de corpo feminino brasileiro foi construído historicamente e instrumentalizado na fabricação de uma identidade nacional a partir da criação da Embratur, em 1966, reforçando o estereótipo de mulher brasileira sensual. Esta instrumentalização do corpo da mulher brasileira recebeu muitas críticas e levou à construção de uma imagem negativa do Brasil no exterior, associada ao turismo sexual; contudo, a partir dos anos 90, os discursos oficiais de divulgação turística amenizaram o tom “sensual”, o que acabou levando a Embratur a receber, em 1999, o prêmio da Organização Mundial do Turismo pela sua Campanha de Combate à Exploração do Turismo Sexual Infantojuvenil. Para melhor percorrermos a trajetória desta mudança de imagem, faz-se necessário problematizarmos os padrões de beleza corporal – focando nas especificidades do padrão de beleza da mulher brasileira, sempre tão propagado em outros países – e sua relação com a cultura de consumo contemporânea. Partindo do pressuposto de que a análise cultural do corpo vem se revelando um tema importante para as ciências sociais, o foco na corporalidade pode ser tomado como um elemento-chave nas discussões acerca dos processos de construção de identidades nacionais.

Palavras-chave: identidade nacional, corpo e cultura, consumo cultural.


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