Obediências e transgressões nas vivências da sexualidade

Andrea Cristina Martelli

Resumo


Este estudo problematiza o imaginário da sexualidade de professoras dos anos iniciais do Ensino Fundamental, em pesquisa desenvolvida no processo de doutoramento. Das questões orientadoras da nossa pesquisa, neste texto, optamos em problematizar se, nas suas vivências da sexualidade, as professoras descortinam novos caminhos ou apenas vivem de acordo com os princípios institucionais apreendidos no decorrer de suas vidas. Como metodologia de pesquisa, trabalhamos com a História Oral de Vida e História Oral Temática, e nosso referencial teórico fundamentou-se, essencialmente, nas obras de Michel Maffesoli. Realizamos entrevistas com professoras, as quais narraram suas vidas balizadas por um tema específico: as vivências de sua sexualidade. A análise das narrativas nos mostrou que, se por um lado a religião e a família são marcas expressivas no imaginário de sexualidade dessas professoras, por outro elas construíram, no decorrer de suas vidas, fugas imperceptíveis e formas astutas de driblar os princípios institucionais apreendidos em suas existências. Dito de outro modo: as professoras vivem suas sexualidades no movimento entre obediências e transgressões.

Palavras-chave: professoras, imaginários, sexualidade, obediência, transgressão.


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