Periferia e centro comunitário: experiências do habitar e a vida de uma organização comunitária

Paulo Sérgio Lima da Silva, Carmem Izabel Rodrigues

Resumo


Este artigo objetiva refletir sobre como as experiências vivenciadas por moradores da periferia de uma cidade dão vida a organizações populares como um centro comunitário e influenciam nas formas de atuação dessas entidades. Nesse sentido, as reflexões aqui apresentadas fazem uso de, e tentam interpretar, com outra problematização, dados levantados em um estudo de caso desenrolado no Centro Comunitário São Paulo, em Icoaraci, distrito administrativo da cidade de Belém (PA). Ressalta-se ainda o embasamento teórico-metodológico a partir da análise de fenômenos como a segregação socioespacial, espoliação urbana, redes familiares, região moral e falas do crime em um espaço na (e de) periferia. Dessa forma, a entidade e suas ações são aqui percebidas como um espelho da vida nas ruas, sendo influenciadas tanto pelas carências locais (em infraestrutura urbana e serviços diversos) quanto pela existência de uma intensa sociabilidade que agrega os moradores do bairro periférico Campina de Icoaraci no espaço do Centro Comunitário.

Palavras-chave: processos coletivos, periferia, vida cotidiana.


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