Cabo Verde: dilemas étnico-identitários num território fluido

Cláudio Alves Furtado

Resumo


A identidade cabo-verdiana tem sido objeto de questionamentos, dúvidas e disputas em que a condição arquipelágica, o tipo de povoamento e de colonização não são de todo alheios. Diríamos que são estruturantes nas ambiguidades, ambivalências e contradições que perpassam as múltiplas narrativas (re)produzidas, apropriadas e reapropriadas nos mais vários momentos da história de Cabo Verde, bem como das práticas que dão concretude às relações sociais entre os cabo-verdianos e entre eles e os outros, particularmente os europeus e os africanos continentais. Uma profusão de ensaios, teses e livros tem sido produzida e tematizado a problemática da identidade, o que, a nosso ver, reitera a ambiguidade, cuja dimensão existencial não pode ser descurada, que a comporta. Ademais, tal profusão tende a demonstrar a complexidade da questão e seu não esgotamento. O presente texto não tem a pretensão de exaurir a reflexão sobre a questão. Antes, propõe discutir as formas como a sociedade cabo-verdiana, tanto as suas elites intelectuais e políticas quanto o cidadão comum, tem enfrentado o processo de construção identitária numa encruzilhada, a um só tempo, espacial e simbólica.

Palavras-chave: identidade, nação, território, ambiguidades.


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