A testemunha e a memória. O paradoxo do indizível da tortura e o testemunho do desaparecido

Castor Bartolomé Ruiz

Resumo


A violência estrutural moderna tem a marca da biopolítica. No anverso da biopolítica resiste a vítima como testemunha. O testemunho da vítima se constitui num novo acontecimento político que narra o lado oculto da violência, negado pelas políticas de esquecimento dos vitimários e vencedores. O testemunho da vítima carrega o paradoxo do indizível do sofrimento. A linguagem, sendo necessária, torna-se impotente para expressar a totalidade da experiência do sofrimento da vítima. Ao narrar, o testemunho deixa uma zona indizível da violência, que paradoxalmente se torna o essencial do testemunho. Os desaparecidos e torturados pela violência biopolítica se tornam verdadeiras testemunhas no paradoxo de não ter voz por haver desaparecido e na incapacidade de dizer o todo da tortura. 

Palavras-chave: testemunha, memória, violência, linguagem.


Texto completo: PDF



ISSN: 2177-6229 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

Licença Creative Commons
Este obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional. [atualizado em 25/05/2016]

Signatária da Declaração de São Francisco sobre Avaliação da Pesquisa – DORA

 

São Leopoldo, RS. Av. Unisinos, 950. Bairro Cristo Rei, CEP: 93.022 -750. Atendimento Unisinos +55 (51) 3591 1122 - Banner artwork by Z Shinoda.
Projeto gráfico: Jully Rodrigues



Crossref Member Badge

Crossref Similarity Check logo

 

Redalyc - Red de Revistas Científicas de América Latina y el Caribe, España y Portugal

GoogleScholar