Quando os patrões destroem máquinas: o debate em torno das forças produtivas em fábricas recuperadas argentinas e uruguaias

Henrique Tahan Novaes

Resumo


O artigo aborda o processo de Adequação Sociotécnica nas Fábricas Recuperadas argentinas e uruguaias. Sabendo que muitas fábricas faliram ou foram abandonadas por seus antigos donos no fim do século XX e início do século XXI, os trabalhadores optaram por recuperar seus postos de trabalho e colocar em marcha novamente a produção. Para atingir seu objetivo – debater os entraves e as possibilidades de construção da autogestão em fábricas de trabalhadores – coloca-se em cena o movimento luddita e procura-se desmistificar algumas interpretações apressadas. Além disso, tivemos na Argentina uma espécie de luddismo às avessas, já que muitos patrões destruíram máquinas para impedir o controle operário. Verificou-se que as inovações argentinas e uruguaias referem-se basicamente a manutenção e ampliação do conhecimento fabril, não só do processo produtivo, mas também em alguns aspectos administrativos. Muitas fábricas optaram pela repartição igualitária do salário. Encontramos também pequenas modificações no maquinário, na divisão do trabalho e o desenvolvimento de novos produtos. Dentre as inovações sociais, destacam-se a criação de espaços para a promoção de eventos culturais e para a adaptação da fábrica aos interesses dos trabalhadores.

Palavras-chave: fábricas recuperadas, Ludditas, autogestão, forças produtivas, cooperativas.

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