Explorando a diversidade do comércio justo na economia social

Benjamin Huybrechts, Jacques Defourny

Resumo


Organizações de comércio justo (CJ) têm sido tomadas como exemplo de empresas sociais (ES) há bastante tempo e têm contribuído para a formação do conceito de ES. O objetivo deste artigo é examinar mais profundamente, tanto no nível conceitual quanto empírico, até que ponto as organizações de CJ podem ser consideradas empresas sociais. Primeiramente, introduzimos diferentes perspectivas teóricas de ES e examinamos o CJ no contexto de cada uma destas perspectivas. Em um segundo momento, apresentamos um estudo empírico sobre empresas sociais de comércio justo (ESCJ) de quatro países europeus para ilustrar e aprofundar as ligações entre CJ e ES, tendo como foco os objetivos e as estruturas de governança destas ESCJs. Parece que todas estas ESCJs combinam, de alguma maneira, objetivos econômicos, sociais e, algumas vezes, também políticos. As ESCJs alinham-se, portanto, com a natureza de “objetivo híbrido” das ESs. A governança das ESCJs é também bem específica e frequentemente inovadora em termos de arquitetura organizacional e envolvimento dos parceiros (stakeholders). Algumas ESCJs estão mais próximas da abordagem europeia – participatória – da empresa social, enquanto outras estão mais próximas das abordagens americanas – individual. Por fim, as estruturas de governança das ESCJs parecem refletir muito bem o seu mix de objetivos.

Palavras-chave: empresa social, comércio justo, objetivos múltiplos, governança, Europa.


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ISSN: 2177-6229 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

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