Inovações sociais e governança regional no Quebec: que lugar resta aos novos movimentos sociais?

Denyse Côté, Étienne Simard

Resumo


Os movimentos sociais foram importantes agentes de mudança e fonte de inovações sociais no Quebec, não somente num espaço público nacional, mas também, não se deve esquecer, num espaço regional onde se estruturaram os diferentes mecanismos que constituem a base do atual modelo quebequense de governabilidade. O objetivo deste artigo é analisar o potencial de emergência de uma nova geração de movimentos sociais na região quebequense. A questão levantada é a seguinte: que lugar existe nessa região para a emergência de uma nova geração de movimentos sociais? Os mecanismos de coconstrução de políticas e programas regionais são um elemento de bloqueio ou incentivo à emergência de novos movimentos sociais? Como as novas gerações de militantes se situam perante as políticas e estruturas herdadas de meio século de movimento associativo quebequense? Para responder a essas perguntas, nós examinaremos, em particular, os mecanismos de concertação das autoridades regionais com o movimento comunitário. Nosso artigo se apóia em dados de pesquisa sobre os movimentos sociais em sete regiões quebequenses, bem como numa análise de experiências profissionais e militantes do Quebec. Relacionaremos o conceito de inovação  social desenvolvido pela teoria dos movimentos sociais àquele adotado pelas autoridades regionais, mais inspirado nos trabalhos do economista Schumpeter.

Palavras-chave: governança regional, movimentos sociais, inovação social.


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ISSN: 2177-6229 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

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