Etnografia da linguagem como políticas em ação

Neiva Maria Jung, Regina Coeli Machado e Silva, Maria Elena Pires Santos

Resumo


Em Linguística Aplicada, muitas vezes nos perguntamos, ou somos inquiridos, a respeito do tipo de pesquisa que realizamos - se é de fato etnografia ou se é “do tipo”, “de cunho” ou “com nuances etnográficas”. Pretendemos mostrar que tais indagações tendem a isolar momentos da experiência etnográfica, tomando-os como etnografia, deixando de lado a unicidade da experiência, não explicitando e por vezes ignorando a relação inseparável entre objeto, teoria e método, reduzindo, assim, a etnografia a um método de trabalho de campo. A partir dessa problemática, levantada por meio das pesquisas etnográficas que realizamos em contextos escolares, nosso objetivo neste artigo é abordar a unicidade da experiência etnográfica e sua abrangência para além das especificidades do trabalho de campo. Argumentamos que as etnografias da linguagem em Linguística Aplicada são políticas em ação que atendem a demandas sociais, culturais, econômicas, acadêmicas e pessoais, o que implica tanto nossa participação em contexto quanto o dialogismo constituinte de todo processo de pesquisa, inclusive da escrita do relato etnográfico.


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