Empregos do pretérito imperfeito e ensino de português brasileiro como língua estrangeira

Claudia Muriel Justiniano da Cruz, Orlene Lúcia de Saboia Carvalho

Resumo


Neste artigo, analisamos o pretérito imperfeito (PI) do português brasileiro sob a ótica de estudos linguístico-descritivos, considerando as categorias verbais de tempo e de aspecto. Investigamos, ainda, os usos do PI elencados por livros de português brasileiro como língua estrangeira (PBLE). Segundo estudos sobre o pretérito imperfeito, há uma cisão entre suas características de tempo externo (categoria verbal de tempo) e de tempo interno (categoria verbal de aspecto). Este diz respeito ao fato de o PI não demonstrar o fim das ações narradas, e aquele diz respeito à evidência do tempo pretérito por meio do PI. No PI, os eventos narrados acontecem antes do momento da enunciação. Nas análises empreendidas neste estudo, verificamos que o PI está realmente relacionado com as duas categorias mencionadas e constatamos que esse tempo gramatical pode indicar quatro noções distintas: (i) habitualidade no passado; (ii) descrição no passado; (iii) situação passada que inclui um ou mais eventos; e (iv) situações que ocorreram concomitantemente. Ao observarmos materiais didáticos de PBLE, notamos que os empregos do PI por eles apontados são equivocados, não condizentes com a realidade. Nosso objetivo é oferecer reflexões que contribuam para a produção de materiais de PBLE.

Palavras-chave: Português brasileiro como língua estrangeira, pretérito imperfeito, tempo verbal, aspecto verbal.


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