Letramento e alfabetização e o cotidiano: vozes dispersas, caminhos alternativos

Leda Verdiani Tfouni, Anderson de Carvalho Pereira, Filomena Elaine Paiva Assolini

Resumo


Neste artigo, defendemos que as práticas com letramento são determinadas pelo valor sociopolítico da decifração do Outro, seja dentro ou fora da escola. Empreendemos uma retomada da consolidação no Brasil de um campo de estudos sobre letramento, apoiados nos fundamentos da Análise de Discurso pêcheutiana e da Psicanálise lacaniana, filiamo-nos aos postulados de Tfouni sobre letramento. Apresentamos a análise de recortes de uma Coletânea de textos do Programa de Professores Alfabetizadores (PROFA/INEP/MEC) e de falas de professores alfabetizadores, que compõem no cotidiano um mosaico de vozes dispersas sobre a questão. Concluímos que essa aparente dispersão sustenta, de modo disfarçado, o fortalecimento de um sentido de letramento alinhado à ideologia da decodificação, sendo que disso resultam alguns retrocessos decisivos nesse campo de estudos.

Palavras-chave: letramento, alfabetização, discurso, Programa de Professores Alfabetizadores.


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