Abreviar (distâncias) na internet, conectar-se ao mundo (na linguagem)

Carla Jeanny Fusca, Fabiana Cristina Komesu, Luciani Ester Tenani

Resumo


Neste artigo, busca-se discutir o processo de abreviação em salas de bate-papo abertas (chats) da internet, frequentadas por escreventes que dizem ter entre 15 e 20 anos. O conjunto do material é formado por duas “conversas” virtuais, com duração de 60 (sessenta) minutos cada uma. A hipótese que orienta a discussão é de que esse processo linguístico é resultante de tentativa de abreviação de distância (física) que separa (afetivamente) sujeito escrevente e interlocutor, mediante modificação de enunciados já-ditos em atividade marcada pela redução temporal da situação de comunicação, facultada por suporte material. Reconhecida como uma das características do chamado “internetês”, procura-se criticar a ideia de que a abreviação consistiria em “corte de palavras”, de caráter idiossincrásico. Utiliza-se, como ferramenta de análise, a teoria de sílaba fonológica. Acredita-se que, por meio do estudo da estrutura da sílaba, é possível avaliar que a escolha dos grafemas das abreviaturas é fundada na heterogeneidade da escrita, visto que o escrevente pode se basear tanto em práticas orais/faladas quanto em práticas letradas/escritas para composição estrutural de enunciados que emergem na contemporaneidade.

Palavras-chave: letramento, discurso, sílaba, abreviação, chat, internet.


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