ARQUITETURA DAS ESCOLAS INDÍGENAS COMO LUGARES DE IDENTIFICAÇÃO

Nauíra Zanardo Zanin, Alicia Norma Gonzáles de Castells

Resumo


O presente artigo apresenta a arquitetura escolar específica para povos indígenas como a materialização de uma nova postura dessas comunidades diante da escola, que, em decorrência da Constituição Brasileira de 1988 e de legislações posteriores, passaram a considerar a educação escolar como ferramenta para a conquista de seus direitos. Nesse cenário, a arquitetura escolar que começa a ser construída nas aldeias, ouvindo os anseios das comunidades, procura traduzir e apresentar elementos culturais que fortaleçam a identidade e as especificidades de cada povo e de cada lugar. Realizamos uma pesquisa exploratória que objetivou conhecer casos em que as comunidades indígenas foram ouvidas em suas demandas e puderam construir lugares para o ensino escolar e imprimir neles suas expressões culturais, transformando a escola em um lugar de identificação. Apresentamos no artigo três exemplos de arquitetura escolar desenvolvidos junto a comunidades indígenas das regiões sul e sudeste do país. Utilizando uma abordagem qualitativa, recorremos a referências bibliográficas, publicações na mídia, pesquisa de campo (registro fotográfico, observações e entrevistas) e análise documental (projetos arquitetônicos e memoriais descritivos). Consideramos que as escolas apresentadas, cuja concepção arquitetônica contou com a participação de representantes indígenas, podem ser tidas como lugares de identificação, expressando representações simbólicas.

Palavras-chave: Arquitetura escolar, educação escolar indígena, lugares de identificação.

 


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Os croquis utilizados no banner (da esquerda para a direta): Pavilhão do Brasil na Expo 70 (Osaka, Japão) e Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) do arquiteto Paulo Mendes da Rocha©.

Projeto gráfico: Jully Rodrigues



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