Histórico da representação das favelas cariocas em mapas

Nicoli Santos Ferraz, Fernando Betim Paes Leme, Flavia Neves Maia

Resumo


Os mapas, assim como o direito, são distorções reguladas de territórios sociais (Santos, 2001). No presente artigo, foram analisados os mapas cariocas (cadastrais, aerofotografias, projetos urbanísticos, decretos, mapas turísticos, mapas participativos, mapas digitais, etc.) de 1928 até o ano vigente, especialmente os da região onde se encontra a favela Cantagalo – morro do Pavão, situado entre os bairros Copacabana e Ipanema –, e cruzadas as informações neles contidas com o histórico de luta pela permanência e os paulatinos direitos adquiridos pelos moradores (1907 até o ano vigente). Assim, revela-se visualmente a gradual conversão de uma parcela das favelas do Rio de Janeiro de espaços opacos em espaços luminosos (Santos, 2009). Com base na análise dos mapas, é possível indagar: será que a luminosidade de algumas favelas acontece em detrimento da opacidade de outras? Pois as favelas que não possuem UPP acabam saindo da rota de mapeamento do Estado e das principais empresas de mapeamento, como é o caso da Google.

Palavras-chave: mapeamento, direito, favela, representação, participação.


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