The house of the ’80: escultura e arquitetura na casa de hóspedes Winton, de Frank Gehry

Fernando Guillermo Vázquez Ramos

Resumo


Este trabalho discute as condicionantes e as influências conceituais (arquitetônicas e artísticas) que levaram o arquiteto Frank Gehry a mudar sua forma de projetar no início dos anos 1980. Para tanto, o objeto de estudo é a casa de hóspedes que projetou para a família Winton entre 1982 e 1985, considerada uma peça fundamental na evolução do processo criativo do arquiteto e que foi definida pelo arquiteto Philip Johnson como o arquétipo da casa dos anos 1980. A pequena construção tem sido tratada pela crítica (e por seu autor) com as considerações de uma obra de arte, uma escultura. Em 2008, foi desmontada e transladada a um novo local, para servir de espaço expositivo. Porém, em 2015, foi leiloada e voltará a ser desmontada e transladada para outro local, servindo a um uso ainda desconhecido. Essa transformação da casa num objeto móbil, muito mais como uma escultura que como uma casa, pode ser tributária de sua condição atual de obra de arte, mas este o artigo remonta ao momento de gestação da obra, a fim de entender melhor os caminhos trilhados pelo arquiteto para concebê-la.

Palavras-chave: arte e arquitetura, Philip Johnson, composição arquitetônica.


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Os croquis utilizados no banner (da esquerda para a direta): Pavilhão do Brasil na Expo 70 (Osaka, Japão) e Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) do arquiteto Paulo Mendes da Rocha©.

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