A hermenêutica de Gadamer e a prática de projeto no ensino da Arquitetura

Teresa Madeira da Silva

Resumo


Este artigo expõe o modo como se configura e sensibiliza a questão da valorização do património arquitetónico no ensino de Arquitetura desenvolvida no 3º ano do Mestrado Integrado em Arquitetura do ISCTE-IUL, Instituto Universitário de Lisboa. Tendo como ideia de património a herança coletiva que engloba os conceitos de cultura e memória, a experiência de ensino é o local apropriado para o debate informado acerca dos valores patrimoniais que passam de geração em geração. Este artigo cruza, na elaboração dos projetos de arquitetura, a valorização do património como pertencente aos campos organizacional, técnico e artístico com as conceções de “consciência histórica” e “tradição” provenientes da filosofia hermenêutica na pessoa de Hans-Georg Gadamer (1900-2002), de modo a proporcionar novos resultados em relação às abordagens tradicionais. Em termos metodológicos, o que se pretende, com os exercícios propostos, é fazer ressaltar nos estudantes um conceito de património amplo, onde a ideia da sua valorização possibilita uma leitura que inclui a paisagem como um todo. Os resultados obtidos mostram-nos que os estudantes equacionam o património através de formas de atuação que incluem o restauro e a reabilitação de objetos (edifícios), mas também através de propostas onde a organização e elaboração de programas articulados entre si, tendo em conta as pessoas, a paisagem e a cultura no presente, são conceitos integrados nos projetos.

Palavras-chave: hermenêutica, arquitetura, urbanismo, ensino do projecto, reabilitação urbana.


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Os croquis utilizados no banner (da esquerda para a direta): Pavilhão do Brasil na Expo 70 (Osaka, Japão) e Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) do arquiteto Paulo Mendes da Rocha©.

Projeto gráfico: Jully Rodrigues



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