O direito e a política da memória e da identidade: entre a segurança e a justiça social

Lucas Borges de Carvalho

Resumo


Por que cultivamos tanto a memória? Por que o passado se tornou objeto de tantas disputas? O que motiva a busca por registrar – e, nesse sentido, não perder – o instante presente? Partindo dessas questões, o objetivo deste trabalho é analisar de que forma e com quais finalidades a memória e a identidade são articuladas como mecanismos de construção e de atribuição de sentidos individuais e coletivos nas sociedades contemporâneas. Argumento que, por um lado, em uma dimensão existencial, as narrativas da memória e da identidade conferem uma sensação de permanência e durabilidade aos indivíduos. Uma espécie de lugar seguro, ao qual se pode recorrer em oposição ao ritmo frenético da vida contemporânea. Por outro lado, em uma dimensão política, essas narrativas são utilizadas como mecanismos de constituição de fronteiras simbólicas, direitos e conceitos jurídicos, que sustentam hierarquias sociais e relações de poder, além de processos de inclusão e de exclusão social.

Palavras-chave: direito à memória, identidade, justiça de transição.


Texto completo: PDF



ISSN: 2175-2168 - Melhor visualizado no Mozilla Firefox

Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0

São Leopoldo, RS. Av. Unisinos, 950. Bairro Cristo Rei, CEP: 93.022-000. Atendimento Unisinos +55 (51) 3591 1122

Projeto gráfico: Jully Rodrigues